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Com óculos especiais, cães são treinados para operações no sistema prisional de SC

Cachorros fazem uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Por NSC TV

Com direito a óculos especiais, cães têm sido usados em operações do Departamento de Administração Prisional de Santa Catarina. Atualmente, três “batem cartão” todo dia num campo do complexo penitenciário de Florianópolis. Os animais aprendem a lidar com situações dentro de um presídio, como tentativa de fuga e presença de drogas nas celas.

Os três cachorros do Deap já atuaram em 50 operações só neste ano pelo estado. “Dentre as operações que eles participaram, eles lograram êxito em 70%. É uma brincadeira, né? Ele entende que não está procurando a droga, mas sim o brinquedo”, disse Volnei Vasconcelos, coordenador da Divisão de Operações com Cães do Deap.

Com óculos especiais, cães são treinados para operações no sistema prisional catarinense. — Foto: Reprodução/NSC TV
Com óculos especiais, cães são treinados para operações no sistema prisional catarinense. — Foto: Reprodução/NSC TV

Para manter a integridade física, os animais usam aparelhos especializados. “Esses óculos em primeiro momento chamam bastante a atenção por serem algo diferente, mas fazem parte do EPI, que é o Equipamento de Proteção Individual do cão. Ele é empregado tanto em operações aéreas, embarques em aeronaves, quanto também no trabalho do dia a dia quando ele é exposto, por exemplo, nos treinamentos com disparos de arma de fogo e lançamento de granada”, disse.

Escolha dos animais

No início, os agentes selecionavam filhotes Brasil afora e treinavam no estado. Mas nem sempre o cão aprende. Por isso, do ano passado para cá, eles perceberam que poderiam gastar metade do preço trazendo cachorros “pré-prontos”.

Cães do Deap-SC usam Equipamento de Proteção Individual. — Foto: Reprodução/NSC TV
Cães do Deap-SC usam Equipamento de Proteção Individual. — Foto: Reprodução/NSC TV

“É como se a gente fosse comparar uma pessoa que sai da faculdade. Ela sai formada em determinada matéria, porém não está pronta para o mercado de trabalho. Esse cachorro chega já com essa faculdade e vamos colocar no mercado de trabalho”, disse Vasconcelos.

Drogas, equipamentos eletrônicos e treinamento

O faro dos cães é 15 vezes mais poderoso que o dos humanos. Somente Max, um dos cachorros do Deap, consegue identificar sete tipos de drogas. Mas ele nunca chegou perto de nenhuma substância durante os treinamentos. O cão aprende com essências que são 100% fiéis ao cheiro real e produzidas por cientistas americanos.

O próximo passo é começar a treinar os animais com uma essência que imita o cheiro de equipamentos eletrônicos como cartões de memória e chip, mais difíceis de encontrar pelos agentes prisionais. E são neles que estão as informações mais importantes pro setor de inteligência do Deap.

“Ele é inédito no estado e também em nível de Brasil. Com esse material nós acreditamos que o encontro desses dispositivos eletrônicos tende a aumentar e com isso o trabalho de inteligencia sendo mais eficaz garantindo a segurança dentro da unidade e fora dela”, afirmou Vasconcelos.

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