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Prefeitura de Florianópolis credencia farmácias para distribuição de cloroquina

Abertura de chamada pública iniciou na quarta-feira (5) e depende da chegada de 30 mil unidades do medicamento

BRUNA STROISCH, FLORIANÓPOLIS

A prefeitura de Florianópolis abriu chamada pública para credenciamento de farmácias interessadas na distribuição dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina.

Prefeitura de Florianópolis fará convênio com farmácias para distribuição de medicamento – Foto: Divulgação/ND

O edital nº 003/SMS/2020 foi publicado no Diário Oficial do município na quarta-feira (4). O objetivo é implementar uma estratégia de acesso facilitado aos medicamentos em pontos específicos da cidade, através do convênio com os estabelecimentos credenciados.

Na região Norte da Ilha, haverá pontos de distribuição nos bairros Canasvieiras e Ingleses e no Sul, nos bairros Campeche e Rio Tavares. Os bairros Coqueiros e Estreito também contarão com locais de distribuição, além do Centro e do bairro Trindade.

Para participar, as empresas devem apresentar toda a documentação exigida no chamamento, entre elas, cópia do Registro Comercial, no caso de empresa individual, prova de inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e alvará sanitário.

O recebimento dos envelopes das empresas interessadas iniciou nesta quarta-feira (5) e seguirá enquanto houver o encaminhamento dos medicamentos ao Estado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Carlos Alberto Justo da Silva,  a ideia é facilitar o acesso das pessoas aos remédios. Quando houver prescrição médica, a pessoa poderá retirar os medicamentos nas farmácias conveniadas, por meio da apresentação da receita.

A divulgação dos locais selecionados será feita pela Secretaria Municipal de Saúde. O órgão também será responsável pela fiscalização dos termos de credenciamento e o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelas empresas.

Eficácia do medicamento

Um estudo publicado no dia 23 de julho no periódico New England Journal of Medicine, promovido por pesquisadores de um consórcio de instituições de saúde do Brasil, concluiu que a hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento dos casos precoces da Covid-19.

No entanto, mesmo com a polêmica em torno da eficácia do medicamento, o secretário defendeu que os médicos possuem autonomia para prescrevê-lo ou não.

“O governo federal disponibilizou a medicação e as pessoas devem ter acesso a ela. É importante garantir a autonomia do profissional de saúde e a sua conduta com relação ao paciente”, disse Justo.

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