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VÍDEO: Jonalista Ricardo Boechat morre aos 66 anos em queda de helicóptero em SP

O jornalista Ricardo Boechat morreu na manhã desta segunda-feira aos 66 anos em um acidente de helicóptero na rodovia Anhanguera, na Grande São Paulo. A aeronave caiu na altura do km 7 do Rodoanel por volta de meio-dia, após tentar fazer um pouso de emergência, e bateu em um caminhão que estava na pista e pegou fogo. Além de Boechat, o piloto, cujo nome ainda não foi divulgado, também morreu na hora. O motorista do caminhão foi socorrido com ferimentos leves e já prestou depoimento. O jornalista voltava de uma palestra em Campinas, quando houve o acidente. As causas da queda ainda não estão claras.

Boechat nasceu em 1952, em Buenos Aires e deixa quatro filhos. Ele era apresentador da rádio BandNews FM pela manhã e do Jornal da Band, à noite. A rádio comunicou o falecimento do jornalista em seu Twitter. “É com profunda consternação que nós, da Rádio BandNews FM, comunicamos a morte do nosso amigo e âncora de todas as manhãs, Ricardo Boechat.” Com seus colegas de trabalho abalados, a rádio chegou a tirara a programação do ar.

Com uma trajetória muito prolífica, Boechat era o recordista de vitórias do Prêmio Comunique-se e o único a ganhar em três categorias diferentes: âncora de rádio, colunista e âncora de televisão. Em 2015, uma pesquisa realizada com executivos de comunicação corporativa de todo o país indicou que Boechat era o mais admirado jornalista brasileiro, ao lado de Miriam Leitão.

Nos seus mais de 40 anos de carreira, Boechat foi moderador de diversos debates de presidenciáveis. Em entrevista ao EL PAÍS em Madri, em outubro de 2018, o jornalista falou sobre a polaridade política no Brasil e afirmou que “o país não está à beira de um colapso”. Em sua rotina de trabalho, levava a indignação do Brasil ao microfone. E, muitas vezes, o seu próprio cotidiano ao Brasil. Em 2015, por exemplo, reconheceu ao vivo na rádio BandNews FM sofrer com depressão. Duas semanas antes, havia tido um “surto depressivo agudo” antes de entrar no ar, não conseguiu ler os textos e ficou 15 dias afastado do trabalho. “O médico me disse que o estado de pânico, a balbúrdia mental e insegurança eram sintomas clássicos de surto depressivo”, contou na época e destacou em seu depoimento que “a depressão não escolhe vítimas por seu grau de instrução ou situação econômica. Castiga sem piedade e da mesma forma pobres e ricos, anônimos e famosos”.

A morte do jornalista comoveu de ouvintes ao mundo político. O presidente Jair Bolsonaro expressou suas condolências em nota. “O país perde um dos principais da imprensa brasileira. Sentiremos a falta de seu destacado trabalho na informação da população, tendo exercido sua atividade por mais de quatro décadas com dedicação e zelo.”

Veja vídeo do acidente filmado por populares:

Vídeo do local filmado por populares – Youtube/Divulgação
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